sexta-feira, 2 de abril de 2010

Flávio Ricco: Band exagera nos comerciais.


Televisão é um brinquedo caro. Bancar toda a sua operação exige muito trabalho e dinheiro. Isso leva as emissoras a dimensionar e negociar os espaços disponíveis de uma maneira que melhor atenda as suas necessidades. O minuto vira mercadoria e aí se sai em busca da freguesia.
Nada mais lógico e compreensível. Se condena, no entanto, o exagero.

No caso da Bandeirantes, isso acontece, propositadamente ou não, com pelo menos três produtos -“Jornal da Band”, “Terceiro Tempo” e “CQC”, que ainda assim estão entre os de maior audiência e rentabilidade de toda grade.
Os intervalos do jornal são tantos e tão longos que o telespectador, em algumas ocasiões, esquece o que está assistindo.
Um problema presente também nos outros dois programas, mas com o agravante das suas ações de merchandising. Algo muito próximo do insuportável, certamente, para quem participa deles e para o telespectador.
E nem é o caso de querer ganhar demais porque – informa-se – estão todos muito bem comercializados.

Faltam bom senso e equilíbrio, uma equação que satisfaça o interesse de todos.

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